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Papa na África da fome e dos conflitos sem fim

Francisco encerra neste domingo (5) sua 40ª viagem apostólica, uma peregrinação ecumênica pela paz.

Foto: Vaticannews


Fome, violência e desastres naturais são fatores comuns que permeiam a triste realidade de dois países africanos, a República Democrática do Congo (RDC) e o Sudão do Sul, nações que receberam nesta semana um visitante ilustre, o Papa Francisco, em sua 40ª viagem apostólica. O Santo Padre encerra neste domingo (5) sua peregrinação ecumênica pela paz na Mãe-África, continente cuja trajetória confunde-se com a história da própria humanidade.


Francisco foi o primeiro Papa a visitar o Sudão do Sul, o mais novo país do mundo, que se tornou independente há 11 anos. E desembarcou na RDC 37 anos depois da última visita de um chefe da Igreja Católica àquele território. O Papa da misericórdia levou a Palavra de Deus a milhares de africanos nos dois países – relacionados entre os mais pobres do planeta - e deixou uma mensagem forte: implorou pela reconciliação e o fim do ódio e da destruição.


Vamos conferir algumas informações que formam o perfil desses dois países, que certamente serviram de base para as mensagens iluminadas de Francisco, repassadas em celebrações no meio da população e nas conversas com líderes e religiosos de ambas as nações:


REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO


- País da região chamada de África Central (antigo Zaire), um dos maiores e mais populosos territórios do continente, onde vivem mais de 92 milhões de pessoas. A capital é Kinshasa.


- A população é formada por mais de 250 grupos étnicos, onde predominam os lubas, congos, mongos e ruandas. A expectativa de vida é bastante baixa: 46 anos. Mais de 75% da população é subnutrida. A população é majoritariamente cristã (95%), sendo a maioria católica romana.


- O idioma oficial é o francês, mas são falados mais de 700 línguas e dialetos em todo o país. As línguas predominantes pertencem aos dialetos bantos (kikongo, lingala, tshiluba e swahili).


- Abriga a segunda maior floresta equatorial do planeta (Floresta do Congo) e diversas reservas minerais que sustentam a economia do país. Apesar disso, figura entre os mais pobres de todo o mundo.


- Na Floresta do Congo, entre os principais atrativos estão os grandes primatas - os gorilas, chimpanzés e bonobos. Há cerca de cinco gorilas por quilômetro quadrado, a maior concentração do mundo.


SUDÃO DO SUL


- Localizado na África Oriental, sem acesso ao litoral, é cortado de norte a sul pelo Rio Nilo. Sua capital é Juba. Tornou-se independente do Sudão em 2011 e abriga uma população de 11,3 milhões de habitantes.


- O país registra um elevando índice de pobreza. Mais de três quartos da população vivem abaixo da linha da pobreza e dependem das atividades agropecuárias para a sobrevivência. Apresenta a maior taxa de mortalidade materna do mundo, de 1.150 mortes/100.000 habitantes.


- Possui a população mais jovem do mundo, com idade média de 18,6 anos. O idioma oficial é o inglês, mas também é falado o árabe, entre outras línguas locais. Mais de 60% da população seguem as religiões cristãs.


- Logo após a independência, o país mergulhou em uma guerra civil que causou em cinco anos mais de 380 mil mortes e cerca de 4 milhões de refugiados. Em 2018, foi assinado um acordo de paz entre os rivais Salva Kiir e seu rival Riek Machar, que agora governam o país respectivamente como presidente e vice-presidente.


- Onze anos após sua independência, a situação no país só piorou. Os índices de violência ainda são altíssimos, a crise econômica persiste e os níveis de insegurança alimentar e desnutrição são os maiores desde 2011.

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