São Pascoal I

11 de fevereiro

98º Papa e santo da igreja apostólica romana (817-824), nascido em Roma em data desconhecida, unanimemente escolhido sucessor de Estêvão IV (816-817), cujo pontificado foi renovada a aliança do papado com os carolíngios e obteve do imperador Luís, o Piedoso, um documento, o Pactum Ludovicianum (817), em que se confirmavam as doações feitas ao papado nas décadas precedentes, incluindo Roma, Tuscia, Perúgia, Campânia, Tívoli, Exarcado de Ravena, Pentápolis, Sabina e se estabeleciam os limites do Estado da Igreja, Os Estados Pontifícios, dentro do qual era concedida plena soberania ao pontífice.


Filho de um romano chamado Bonosus, quando ainda jovem ele uniu-se ao clero romano e foi levado a trabalhar a serviço do papa e especializou-se no Divino Serviço e na Bíblia Sagrada. Leão III o designou superior do Monastério de Santo Estêvão, perto da Basílica de São Pedro, no Vaticano, onde encarregou-se do tratamento aos peregrinos que vinham para Roma.


No Oriente, no Natal (814), o iconoclasta Leão, o Armênio, perecia assassinado, na igreja, por inimigos que ele condenara à morte e que, segunda a tradição, morreu defendendo-se desesperadamente com um grande Crucifixo. Consagrado em 25 de janeiro (817), recebeu como presente de Ludovico II, o Pio, a Córsega e a Sardenha.


Durante seu pontificado, ressurgiu em Constantinopla a heresia iconoclasta e recebeu os monges e padres expulsos pelo arcebispo da cidade, que era herege, e colocou-os em mosteiros de Roma. Trabalhou no descobrimento das catacumbas, trasladando 2.300 corpos e ajudou os cristãos da Palestina e Espanha contra os sarracenos.


Foi ele quem descobriu as relíquias de Santa Cecília que se encontravam nas catacumbas de São Calixto. Reedificou a basílica de Santa Cecília e, em sonho, viu a Santa indicando-lhe o local onde se encontrava o corpo de São Leão, nas catacumbas. Achou-o envolto em panos bordados a ouro, junto ao corpo de São Valeriano, o jovem mártir esposo de Santa Cecília.


Coroou (823) o imperador Lotário, filho de Luís, o Piedoso. O papa de número 98, morreu em 11 de fevereiro (824), em Roma, em meio a grandes tumultos gerados pela nobreza romana, e foi sucedido por Eugênio II (824-827).


Prolífico em construções e recuperações de igrejas e monastérios, morreu em Roma e foi enterrado na igreja de St. Praxedis, uma de suas principais recuperações. Professava um culto muito sincero aos mártires e realizou a transladação de muitas relíquias dos mártires para as igrejas.


Fonte: Portal São Francisco

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