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O encontro nasce da vivência do Evangelho

Presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB participa do Muticom 2023

Foto: Joka Madruga/Fraterno72


A cultura do encontro nasce da vivência do Evangelho, afirmou na manhã desta sexta-feira (14) presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, dom Valdir José de Castro, no segundo dia de trabalhos da Mutirão de Comunicação 2023 (Muticom), que acontece em João Pessoa (PB). Dom Valdir alertou os comunicadores para os perigos de agir em nome próprio, lembrado que ser comunidade é compartilhar com os outros o que se é. “Não podemos evangelizar individualmente, mas sim em comunidade”, afirmou.


“Não estamos por nós, representamos os seguidores de Cristo, e toda a vida de Jesus foi encontro”, disse dom Valdir. Em relação ao ambiente digital, lembrou que comunicar é um ato mais profundo do que transmitir uma informação e que aos comunicadores não basta estarem conectados, mas principalmente manter a qualidade dessa conexão. “O caminho é seguir rumo à presença plena da conexão à comunhão”, afirmou.


Dom Valdir destacou também que o mundo digital não existe por si mesmo e não pode ser um prolongamento da existência das pessoas. “É um mundo complementar ao vivido em carne e osso, lembrando que Eucaristia é presença física, onde buscamos o pão, portanto o ambiental é complemento”, acrescentou. E encerrou sua apresentação chamando atenção para a importância da escuta na construção da cultura do encontro, o tema do Muticom 2023. “Se não escutamos, não promovemos encontro”.


Influenciadores digitais católicos: efeitos e perspectivas

Dando continuidade no debate sobre o aspecto digital da fé, os pesquisadores da PUC Minas Gerais Aline Amaro, Alzirinha Rocha, Fernanda Medeiros e Vinícius Borges abriram o painel com a reflexão sobre o que é influência digital, quem influencia, quem é influenciado e como são utilizadas as plataformas digitais. “Devemos comunicar não a nossa verdade, mas a verdade de Cristo”, diz Aline.


Ao analisar os perfis dos 50 maiores influenciadores digitais católicos, o grupo concluiu que em sua maioria são homens, padres e que intercalam entre o que denominou conteúdo pessoal ou do próprio Evangelho. “Há uma influência teórica e outra efetiva. Muitos se posicionam, mas há quem busque não fazê-lo para não se indispor com determinados grupos. Assim nascem as bolhas digitais e por consequência, a polarização”, diz Vinícius.


Por Sandra Nassar e Cristiane Dubena

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