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Missionários claretianos são libertados

Bancos nigerianos se beneficiam dos sequestros



Uma semana após terem sido sequestrados na Nigéria, dois sacerdotes claretianos foram libertados com vida. O anúncio foi feito na última quarta-feira, 7, pelo Diretor Nacional da Comunicação Social da Conferência Episcopal da Nigéria, Padre Michael Umoh.


No dia 1º de fevereiro, o Padre Ken Kanwa CMF, Pároco da igreja de São Vicente de Paulo Fier, Diocese de Panshin, e o seu assistente, Padre Jude Nwachukwu CMF, ambos pertencentes aos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, foram sequestrados por um grupo de homens armados no estado de Plateau, região central do país.


O porta-voz da Conferência Episcopal Nigeriana expressou sua profunda preocupação pela segurança dos católicos, destacando que crimes como esse se tornaram comuns no país, afetando não só sacerdotes católicos, mas também religiosos e cidadãos comuns.


Padre Umoh ressaltou que os criminosos visam extorquir dinheiro da Igreja e dos familiares dos sequestrados e criticou a inação das autoridades em relação a esses casos, enfatizando que a situação atual do país exige uma ação vigorosa para combater esses crimes.


Entre julho de 2022 e junho do ano passado, 3.620 pessoas foram sequestradas no país africano. Estima-se que foram solicitados em resgates um total de pelo menos 5 bilhões de nairas (aproximadamente 18 milhões de reais), dos quais pelo menos 302 milhões foram efetivamente pagos. No entanto, este valor pode ser superior, porque nem todos os sequestros foram comunicados às autoridades.


Um fenômeno criminoso que tem cumplicidade de alto nível nos bancos por meio dos quais é paga a maior parte dos resgates. Conforme relatado num artigo do The Nation, na Nigéria existem 133 milhões de titulares de contas bancárias, dos quais cinco milhões são falsos. Os bancos usam cartões de identidade roubados de pessoas mortas para abrir contas que são usadas por sequestradores para receber pagamentos de resgate.


Com informações da Agência Fides, Gaudium Press e VaticanNews

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