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Curso de Franciscanismo acontece em Canindé

O Curso Interprovincial de Franciscanismo reúne os frades de profissão temporária das três entidades que compõem o Norte e Nordeste do Brasil – Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, Custódia Franciscana de São Benedito da Amazônia e Província Franciscana de Nossa Senhora da Assunção.

Foto: Frei Luiz Antônio, OFM


Este ano a cidade de Canindé foi a escolhida para sediar esse grande evento, que traz como tema: Nos estigmas de São Francisco somos chamados a abraçar os irmãos, e o lema: Recebestes de graça, dai de graça (Mt 10,6). O curso se estenderá do dia 22 ao dia 31 de janeiro.


O primeiro momento, na tarde do dia 22, contou com a acolhida dos frades que vieram dos variados lugares das duas regiões, bem como com a apresentação do cronograma e explicação da logomarca que estampa nosso curso. Em seguida Frei Miguel Kleinhans (PRONOSA) apresentou a proposta temática para esse ano, que tratará sobre a missão, com base nos documentos da Igreja buscando uma releitura missionária do carisma franciscano, e apontou ainda que esse estudo brota do desejo de uma integração entre as entidades, desejando robustecer a formação dos frades que iniciam a caminhada na ordem, nas realidades missionárias de cada um.


A conclusão desse primeiro dia deu-se com a oração, que levou a uma meditação com base no relato da impressão das chagas em São Francisco, finalizando com o angelus. Amanhã, um novo dia, uma nova programação, e assim nosso curso vai se desenhando da melhor forma possível.


Primeiro dia: "não existe Igreja sem missão"


No primeiro dia de assessoria do nosso curso de franciscanismo, começamos a refletir os documentos da Igreja, propostos para serem estudados esses dias, de modo especial o decreto Ad gentes, um dos 16 documentos que brotaram das reflexões do Concílio Vaticano II. Frei Heleno Moreira, doutor em dogmática e frade da Província Nossa Senhora da Assunção, conduziu todo esse momento inicial, fazendo valiosos apontamentos e reflexões acerca do conteúdo do decreto.


Uma frase que ecoou entre os presentes, trazida pelo nosso assessor, foi a de que não existe Igreja sem missão, pois na sua origem ela nasce missionária, a partir da missão de Cristo e do Santo Espírito, com base no decreto salvífico de Deus Pai. E compreender a missão como elemento chave da vida da Igreja, torna-se essencial, justamente para bem direcionarmos nossas ações enquanto religiosos franciscanos. O decreto conciliar estudado é, portanto, uma convocação para a plena concretização da ação missionária de todo o corpo eclesial, dando ênfase a um tema tão caro para toda a Igreja.


Importante destacar ainda, que as decisões conciliares fazem parte de um desejo de abertura e renovação da Igreja, que atendendo aos sinais dos tempos passou a lançar firmemente as sementes da missão no terreno vasto de todo o mundo. E partindo dessa ação, os papas pós-conciliares deixaram e têm apresentado uma imensidão de reflexões acerca do papel missionário do corpo místico de Cristo e dos desafios de se colocar em prática o chamado de Deus e o seu propósito.


A partir de tudo isso, e como conclusão do dia, nas palavras de Frei Heleno, é necessário tomarmos consciência do apelo que a Igreja faz, e da importância de colocar em prática o que nos pediu o Concílio.


Por Frei Edmilson Reis, OFM / Província Franciscana de Nossa Senhora da Assunção

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