Buscar

São Clemente I, quarto Papa e mártir

Atualizado: 8 de Dez de 2020

23 de novembro

Clemente vem de “cleos”, que é “glória”, e “mens”, que significa “espírito”. Ou seja, espírito glorioso. De fato, ele tinha espírito glorioso por ser isento de toda mácula, ornado de toda virtude e embelezamento agora de toda a felicidade.


Dos sucessores imediatos de Pedro no cátedra de Roma, o terceiro, de nome Clemente – escreve Santo Ireneu no ano 180 – “vira os apóstolos e conversara com eles, ouvira a voz da pregação deles e tivera a tradição deles diante dos olhos”.


Vivia em Roma e foi contemporâneo de São João Evangelista, São Filipe e São Paulo; de Filipe era um dos colaboradores e do último, um discípulo. Paulo até citou-o em seus escritos. A antiga tradição cristã apresenta-o como filho do senador Faustino, da família Flávia, parente do imperador Domiciano. Mas foi o próprio Clemente que registrou sua história ao assumir o comando da Igreja, sabendo do perigo que o cargo representava para sua vida. Pois era uma época de muitas perseguições aos seguidores de Cristo.


Governou a Igreja por longo período, de 88 a 97, quando levou avante a evangelização firmemente centrada nos princípios da doutrina. Enfrentou as divisões internas que ocorriam. Foi considerado o autor da célebre carta anônima enviada aos coríntios, que não seguiam as orientações de Roma e pretendiam desligar-se do comando único da Igreja. Através da carta, Clemente I animou-os a perseverarem na fé e na caridade ensinada por Cristo, e participarem da união com a Igreja.


Restabeleceu o uso do crisma, seguindo a tradição de São Pedro, e instituiu o uso da expressão “amém” nos ritos religiosos. Com sua atuação séria e exemplar, converteu até Domitila, irmã do imperador Domiciano, também seu parente, fato que ajudou muito para amenizar a sangrenta perseguição aos cristãos. Graças a Domitila, muitos deixaram de sofrer ou, pelo menos, tiveram nela uma fonte de conforto e solidariedade.


Clemente I expandiu muito o cristianismo, assustando e preocupando o então imperador Nerva, que o exilou na Criméia. A essa altura, assumiu, como papa, Evaristo. Enquanto nas terras do exílio, Clemente I encontrou mais milhares de cristãos condenados aos trabalhos forçados nas minas de pedra. Passou a encorajá-los a perseverarem na fé e converteu muitos outros pagãos.


A notícia chegou ao novo imperador Trajano, que, irritado, primeiro ordenou que ele prestasse sacrifício aos deuses. Depois, como recebeu a recusa, mandou jogá-lo no mar Negro com uma âncora amarrada no pescoço. Tudo aconteceu no dia 23 de novembro do ano 101, como consta do Martirológio Romano.


O corpo do santo papa Clemente I, no ano 869, foi levado para Roma pelos irmãos missionários Cirilo e Metódio, também venerados pela Igreja, e entregue ao papa Adriano II. Em seguida, numa comovente solenidade, foi conduzido para o definitivo sepultamento na igreja dedicada a ele. Na cidade de Collelungo, nas ruínas da propriedade de Faustino, seu pai, foi construída uma igreja dedicada a são Clemente I. A sua celebração ocorre no dia da sua morte.

Outros santos e santas do dia:


São Columbano, Abade

Uma das celebridades que mais se destacaram na história da Irlanda foi Columbano. Aos 20 anos, tornou-se monge rigoroso e ascético e, aos 50, foi missionário, com 12 companheiros, na França, Suíça e norte da Itália. Fundou comunidades e reorganizou a vida eclesial, com sua Regra monacal exemplar.


Santa Felicidade, mártir

Segundo a tradição, Felicidade era uma viúva rica e cristã. Por isso, foi perseguida na época do imperador Antonino. Mãe de sete filhos, animou-os espiritualmente durante o martírio, que compartilhou por volta do ano 165. Felicidade foi sepultada na catacumba de Máximo, na Via Salária, em Roma.


Fontes: Franciscanos.org.br e VaticanNews

Clique aqui para conhecer mais histórias de outras santas e santos.

Clique aqui para conhecer outros Papas da Igreja Católica.

11 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo