Pia Sociedade São Caetano



A Pia Sociedade São Caetano é uma congregação religiosa clerical de direito pontifício nascida em Vicenza (Itália) por obra do Espírito Santo, que inspirou o Venerável Servo de Deus Padre Ottorino Zanon (1915-1972) para iniciar o sonho de uma família religiosa empenhada a promover a Unidade na Caridade entre os ministros da Igreja, entre os pastores e o rebanho e entre todos os homens pertencentes à grande família de Deus.


É constituída por padres e diáconos permanentes dedicada ao serviço pastoral das comunidades cristãs, preferindo as dioceses com escassez de clero ou com necessidades particulares.


POR QUE SÃO CAETANO? 

Ela (a Congregação) recebe “o nome de São Caetano de Thiene, o santo da Providência, nascido na cidade de Vicenza e exemplo de renovação da Igreja do seu tempo entre o clero e os leigos”. (Regra de Vida 12)


O FUNDADOR: Padre Ottorino Zanon

Ottorino Zanon nasceu em Anconetta, bairro da periferia de Vicenza (Itália) a 9 de agosto de 1915, e foi batizado no dia 15 do mesmo mês na Igreja de Santa Maria, em Araceli. Seus pais eram Clorinda Scortegagna e Giuseppe Zanon, foi o único sobrevivente de quatro filhos. Em sua infância morava junto a seus avós paternos. Seu pai era pedreiro e sua mãe ajudava no orçamento da família costurando colchas juntamente com os sogros e a cunhada. Com sete anos a família se mudou para Quinto Vicentino, um outro pequeno vilarejo de Vicenza, neste mesmo ano, em 23 de abril de 1922, realiza sua primeira Eucaristia na Igreja de São Jorge em Quinto Vicentino onde também recebeu a sagrada Crisma em 12 de fevereiro de 1923.

Com a mudança de casa, não faltaram as dificuldades, a começar pela escola que mais lhe parecia uma gaiola do que um lugar de ensinamento para a vida. Não se subtraiu a nenhuma dificuldade, ao contrário, considerava que “no caminho do Reino elas são como setas indicando o caminho certo, sem elas é fácil trilhar o caminho do egoísmo e da vaidade”. Se a escola era uma dificuldade, encontrou realização no trabalho manual e atividades técnicas, sempre valorizando a sabedoria popular. Carpintaria, marcenaria, mecânica, gráfica… de tudo ele gostava de saber e aprender.

No outono de 1927, com 12 anos de idade, entrou no seminário diocesano de Vicenza. Foi um período de fortes provações e confiança em Deus, com a mãe sempre doente, vez por outra auxiliava-a pois o pai trabalhava longe de casa. Mas, em agosto de 1928 aconteceu o milagre! A mãe dele, em peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Lourdes recebe a cura de sua enfermidade. Ela lhe contou depois que “pediu a graça de sarar apenas para poder acompanhar o filho até ele se tornar padre”. Isto deu força a Ottorino, que assumiu com mais ardor sua vida no seminário. Assim, passaram os anos de formação, onde assumiu algumas tarefas como responsável pelos seminaristas que residiam na Catedral. Em 25 de março de 1939, recebe o subdiaconato. Em 29 de outubro, do mesmo ano, é ordenado Diácono no palácio episcopal de Vicenza. No ano seguinte, 1940, foi ordenado sacerdote em 26 de maio, durante a segunda guerra mundial. Começou o seu trabalho pastoral como vigário na paróquia de Araceli, periferia da cidade. E logo  ficou impressionado com a situação de dor e degradação que viviam as famílias daquele lugar.

Em 24 de maio de 1941, deu origem a uma nova Obra, o Instituto São Caetano, recolhendo e hospedando os meninos órfãos e abandonados, educando-os por meio do trabalho para que pudessem ser bons cidadãos e bons cristãos. Desde o início, padre Ottorino envolveu colaboradores na Obra, contando com a Providência para responder as inúmeras necessidades dos meninos. Nunca faltaram sinais concretos da presença de Deus, a quem a Obra pertence.

Em 1943, morre o bispo Rodolfi, que acompanhara todo o processo de início da Obra que padre Ottorino havia começado. O novo bispo, dom Carlos Zinato, após uma visita ao Instituto São Caetano, pede um regulamento para saber os objetivos claros da Obra.

Padre Ottorino apresenta as constituições. Assim, no dia 27 de janeiro de 1948, o bispo aprova, como experimento, um regulamento para a associação de sacerdotes e diáconos. Em 7 de outubro do mesmo ano, padre Ottorino, padre Aldo e um grupo de jovens, emitem diante do bispo a profissão religiosa.

Mas, padre Ottorino queria mais, uma associação não chegaria a realizar seu sonho missionário, ele desejava uma Congregação. Foi então que depois de muitas idas e vindas a Roma, com conversas e visitas, no dia 25 dezembro de 1961, nasce a “Pia Sociedade São Caetano”, congregação religiosa formada por padres e diáconos permanentes, dedicada ao cuidado pastoral das paróquias com população pobre e em diocese com escassez de clero.

Havia nele um espírito paternal, jovial e inovador na educação dos jovens, uma paixão incondicional por Jesus e um desejo transbordante de anunciar ao mundo a beleza de estar unidos a Ele e entre nós. Possuía uma espiritualidade profundíssima. Sempre se perguntava qual era a vontade de Deus e recorria à pergunta “Estou no meu lugar?”. Sempre se mostrou radical em sua doação, queria ser um “padre-padre”, ou seja, não se tornar um padre apenas, mas ‘ser padre’ numa maneira autentica, sem fazer do sacerdócio um status ou mordomia e sim um serviço pleno a Deus e aos irmãos.

Sua forte ideia era a unidade e a caridade dentro da Igreja. “Se um religioso fala mal de um outro religioso deve permanecer em silêncio por um mês”, dizia ele. Padre Ottorino se dedicou à formação dos jovens religiosos e animou a expansão missionária da Congregação. A partir de 1963 abriu missões no sul da Itália, na Guatemala, Brasil e Argentina. E em 1965, criou os amigos leigos da Congregação. Posteriormente nasceram as Irmãs na diaconia, leigas consagradas agregadas a Congregação.

Morreu em 14 de setembro de 1972, em Brescia, por causa de um acidente de carro. Suas últimas palavras foram: “Jesus, te amo”.

Em 5 de junho de 2015, o Papa Francisco reconheceu as virtudes heroicas de padre Ottorino Zanon, que é, portanto, venerável.


Clique aqui e saiba mais sobre a congregação.

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“Cristo é simultaneamente o conteúdo e a fonte do que a Igreja comunica ao proclamar o Evangelho”.

 

Aetatis Novae, Instrução Pastoral do Pontifício Conselho Para as Comunicações Sociais.