Nossa Senhora do Rosário de Orani

Atualizado: 4 de Nov de 2020

Segundo domingo de outubro

Os religiosos de São Domingos têm um vínculo especial e uma profunda devoção filial à Bem-aventurada Virgem Maria.

São Domingos de Guzman (1170-1221), o fundador da Ordem dos Pregadores, a congregação religiosa dos Dominicanos, foi confiado pelo Papa Inocêncio III em 1204 com a difícil e perigosa missão de trabalhar pela conversão dos Albigenses. Os albigenses eram uma comunidade de hereges endurecidos na região de Provencé, no sudeste da França. Por quatorze anos, São Domingos não conseguiu progredir entre essas pessoas. Ele foi movido a buscar a ajuda divina da Bem-Aventurada Virgem Maria.


Uma noite, enquanto rezava na capela de Notre Dame em Proille, Nossa Senhora apareceu-lhe. Ela o inspirou e o instruiu a rezar as orações retiradas do Evangelho, isto é, o Pai Nosso, a Ave-Maria a se repetir muitas vezes e o Glória, para glorificar a Santíssima Trindade. Nossa Senhora disse que a recitação dessas orações deveria ser sua arma e meio para converter aqueles hereges. Esta recitação das orações que Nossa Senhora lhe disse tornou-se a oração do Rosário.


Ele seguiu o conselho da Bem-Aventurada Virgem Maria e continuou a pregar a vida de Jesus e a rezar o Rosário. Com o tempo, São Domingos saiu vitorioso e conquistou a conversão daqueles que não acreditavam.


Orani – Filipinas


A escultura em madeira de Nossa Senhora do Santo Rosário em Orani tem 1,68 metros de altura. Aqui, a Bem-Aventurada Virgem Maria é retratada segurando o Menino Jesus na mão esquerda, enquanto na mão direita está o Rosário. O menino Jesus é mostrado com um globo em sua mão esquerda e sua mão direita erguida em um gesto de bênção. A imagem foi levada a Bataan pelos frades dominicanos espanhóis. Eles chegaram em 1587, para iniciar sua missão evangélica na província. Os missionários dedicados consagraram a imagem na cidade de Orani.


A comunidade aceitou que os dominicanos espanhóis trouxeram para eles não apenas uma imagem de madeira, mas uma "mãe". Sua “mãe”, que eles invocam com carinho como Nossa Senhora do Santo Rosário, que proporciona e realiza milagres sem fim. E, ao longo dos anos, eles começaram a chama-lá de forma reverente e amorosa de Virgen Milagrosa del Rosario del Pueblo de Orani.


Alguns milagres populares e inesquecíveis atribuídos à Virgen Milagrosa del Rosario


Vale a pena lembrar esses dois. A primeira foi durante as chamadas “cinco batalhas de La Naval de Manila”, de 15 de março a 4 de outubro de 1647. Durante esse tempo, havia uma batalha travada entre a Espanha e a Holanda. Em 22 de junho de 1647, a armada superior holandesa navegou para Bataan e estava pronta para atacar as cidades de Samal e Abucay. Os holandeses tinham seis navios e seis barcaças. Em desvantagem numérica e com apenas artilharia rudimentar em seu arsenal, o bravo povo de Pampanga e Bataan manteve-se firme. As mulheres, idosos e crianças se reuniram em Orani e oraram com fervor à sua “mãe” por proteção e pediram um milagre. Suas orações foram atendidas e o milagre aconteceu. Três navios inimigos foram afundados e os invasores holandeses recuaram e partiram.


A segunda foi a praga de gafanhotos de 1718. Os gafanhotos invadiram todo o centro de Luzon, especialmente Pampanga e Bulacan. A vizinha província de Bataan foi poupada e salva. Diante do ataque da peste nas províncias vizinhas, o povo de Bataan se voltou para sua Virgen Milagrosa com total confiança em sua ajuda maternal e milagrosa. Ela interveio amorosamente. Veio um vento forte que empurrou o gafanhoto invasor para o mar. Até agora, este milagre está sendo comemorado todo segundo domingo de outubro, quando os habitantes da cidade realizam a “Jota de Orani”, uma dança como agradecimento pelas abundantes colheitas.


Ainda são muitas as histórias de experiências pessoais e comunitárias de intervenção amorosa da Virgen Milagrosa. Até hoje, afirmam os habitantes da cidade, que Ela proporciona e realiza milagres para seus filhos devotados e fiéis que vêm a ela e invocam sua intercessão maternal.


Texto extraído de uma carta do reverendíssimo bispo Ruperto Cruz Santos de Balanga, Bataan



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