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Humildade e obediência, sinais do Reino

Esta semana de compaixão é a hora de obedecer a Deus e praticar a humildade salvadora.

Foto: Pixabay


O Domingo de Ramos abre a Semana da Glória, marcando a passagem de Jesus pelo povo, aclamado como Rei. Entre hosanas e palmas, o Senhor é acolhido na porta do martírio e caminhará até a colina santa no solene cumprimento do Evangelho. As promessas dos antepassados se realizam com o novo Adão e a liturgia torna-se espaço de encontro com a paixão do humilde e obediente “servo dos servos de Deus”. É o momento de contemplar a redenção cósmica e verdadeira de toda humanidade que aos pés da cruz toca no sangue do libertador.


Qual nossa participação neste drama do Senhor? Evidente que a Semana Maior é de comunhão e participação na paixão do Mestre. Deve ser assumida com fervor interior e adoração, silêncio e sensibilidade frente aos sofrimentos atuais. Não é ocasião de sentimentalismo histérico desvinculado do cotidiano e tampouco falsa vivência de uma ritualidade litúrgica estéril que obriga cumprir tabela. Se não houver coerência entre a fé e a vida, entre a liturgia e a solidariedade, esta semana será um fracasso pessoal. As pessoas se identificam com a dor de Cristo, mas esquecem do irmão caído, são capazes de chorar horas pelo Senhor morto e são indiferentes às mortes em suas calçadas. Acenam os ramos para o divino e ao mesmo tempo são carrascos com seu próximo alimentando ódio, perversidade, intolerância.


Esta semana de compaixão é a hora de obedecer a Deus e praticar a humildade salvadora. O martírio de Cristo é graça para quem assume a mudança de vida. Não adianta olhar para o crucificado condenando e julgando quem dá a vida pelo reino. A esterilidade da fé pode ser visível naqueles que se acercam desta semana sem propósitos de amor compassivo. A cruz é batismal, consoladora e comprometedora, por isso, com os ramos acolhemos a bondade perfeita e com a paixão por Jesus vemos além da cruz, vemos o sol da justiça que nos abençoa. Quem sou eu diante de Jesus e da cruz? Hosana ao pastor humilde, ao servo obediente que colocou a Palavra do Pai em prática. Vem Senhor, que meus ramos sejam alento e esperança na tua desolação e minha presença tão singela, um oásis para tua sede.


Paz e bênçãos!

Pe. Nilton Cesar Boni, cmf

Missionário Claretiano, sacerdote, formador do Filosofado Claretiano em Belo Horizonte/MG


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