Congregação Carmelitas da Divina Providência


Madre Maria das Neves


A Congregação foi fundada por Madre Maria das Neves, no limiar do século XX. Antes de se consagrar, seu nome era Rita de Cássia Aguiar. Estava viúva quando, aos quarenta anos de idade, decidiu servir a Deus, aos pobres e enfermos. Nada se sabe da sua vida matrimonial. Há registros dos seis anos que ela viveu nessa missão. No dia 02 de dezembro de 1899, na Igreja da Lapa do Rio de Janeiro, Rita recebeu o hábito da Ordem Terceira do Carmo, fez os votos religiosos entregou definitivamente sua vida a Deus, como era seu grande desejo. Sua primeira atividade foi administrar a Casa de Caridade Nossa Senhora de Nazaré, em Saquarema/RJ fundada por Dr. Oscar de Macedo Soares. Como a abelha se aproxima do mel outras senhoras se uniram a ela e o grupo começou a se formar como uma semente de mostarda.

Faltando os recursos para continuarem em Saquarema, partiram para Campos/RJ, no dia 29 de abril de 1902, também com a mediação de Dr Oscar, a direção da Santa Casa de Misericórdia confiou a elas a administração, do Asilo da Lapa dedicado ao amparo e educação de crianças órfãs. Em 1904, assumiram o Asilo Nossa Senhora do Carmo para a velhice desamparada. Irmã Maria, como era chamada, não estava mais atuando sozinha nas obras de misericórdia. Em 1905, já estavam com ela as Irmãs Maria Clara de Jesus, Rita, Margarida e as Postulantes Ana Carolina e Maria do Carmo.

Com tanta luta Ir. Maria ficou fisicamente debilitada, buscou tratamento, mas, não resistindo ao mal da tuberculose veio a falecer no dia 08 de março de 1906, em Campos. Deixou a semente plantada para que suas companheiras cuidassem. E assim foi.

Para ilustrar sua origem citam a linguagem poética de Carlos Drumond de Andrade: Além da terra, além do céu, no trampolim do sem fim das estrelas, no rastro dos astros, na magnólia das nebulosas. Além, muito além do sistema solar, até onde alcançam o pensamento e o coração, vamos! Vamos conjugar o verbo fundamental essencial, o verbo transcendente, acima das gramáticas e do medo e da moeda e da política, o verbo sempreamar, o verbo pluriamar, razão de ser e de viver.


Fonte: Carmelitas da Divina Providência

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Aetatis Novae, Instrução Pastoral do Pontifício Conselho Para as Comunicações Sociais.