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Começa eleição para presidência da CNBB


O episcopado brasileiro, reunido em assembleia geral, em Aparecida do Norte (SP), começa nesta segunda-feira (24) a votação para escolha do novo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Serão eleitos também o primeiro e segundo vice-presidentes da entidade, dois representantes da CNBB no Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), 12 presidentes das Comissões Episcopais permanentes e os bispos que participarão do processo do Sínodo, em Roma.


A votação, por urnas eletrônicas, se dará em até três escrutínios para cada cargo. A previsão é de até 60 votações durante o processo eleitoral, de acordo com artigo 28 do Estatuto Canônico da CNBB. A norma prevê a realização de votações separadas para cada um dos cargos. Ainda nesta segunda-feira, haverá apresentação de um balanço da Campanha da Fraternidade 2023 e do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), além de informes das Comissões para a Amazônia e a de Mineração e Ecologia Integral.


QUEM VOTA - É considerado eleito aquele que atingir a maioria de 2/3 dos votos no primeiro ou no segundo escrutínio. Caso o mais bem votado não alcance esse número nas duas primeiras votações, o terceiro escrutínio é feito entre os dois candidatos mais votados no segundo, elegendo aquele que obtiver maioria absoluta. Havendo empate, será considerado eleito o mais antigo por tempo de ordenação episcopal.


O voto deliberativo compete apenas aos bispos diocesanos, aos equiparados a eles no direito e aos bispos coadjutores. Assim, os administradores diocesanos têm direito a voto, mas não podem ser votados. A Assembleia Geral só pode deliberar ou eleger se estiverem presentes 2/3 dos membros com voto deliberativo, salvo quórum diferente exigido pelo direito. Apenas bispo diocesano, com idade inferior a 71 anos, pode ser eleito presidente, 1º vice-presidente e 2º vice-presidente da CNBB.


Para o cargo de secretário-geral, somente bispo pode ser eleito. Aqueles que já estiveram na presidência da CNBB por dois mandatos consecutivos não podem ser votados para um terceiro mandato imediatamente subsequente em qualquer um dos cargos. Os atuais membros da presidência da CNBB estão elegíveis para um segundo mandato no mesmo cargo ou para outra função no mesmo órgão constitutivo.


URNAS ELETRÔNICAS - O sistema de urnas eletrônicas a ser usado no processo de votação foi desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia de Informação da CNBB. Serão 17 urnas instaladas no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, cada uma com dois bispos responsáveis, um presidente e um secretário. Eles vão garantir o sigilo e a privacidade dos eleitores no processo de votação.


Só será liberado o registro do voto após apresentação da carteira eclesial e a assinatura na lista de presença. Após a aproximação da carteira do bispo no leitor, o sistema será aberto para que seja registrado o voto. Após cada escrutínio, o sistema de gerenciamento das urnas fará a apuração dos votos e emitirá um relatório com o nome dos candidatos votados, por ordem decrescente. O relatório indicará se o candidato mais votado alcançou o percentual de votos exigido, segundo as normas do estatuto.


Com informações e imagem: cnbb.org.br

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