A Ordem Cisterciense

Do antigo tronco do monaquismo beneditino brotou, no final século XI, um novo rebento, a Ordem Cisterciense.


Os Santos Fundadores de Cister: Roberto, Alberico e Estevão.


No ano 1098, no dia 21 de março, festa de São Bento Abade, São Roberto e seus companheiros deixaram a próspera e influente abadia de Molesmes e partiram para o inóspito e isolado vale de Cister. Eles traziam no peito um desejo intenso e amadurecido de viver para Deus e para Ele só. Eles aspiravam à pureza e simplicidade da vida monástica segundo o ideal primevo de São Bento: uma vida de conversão contínua que permitia ao monge viver o evangelho e ser transformado em Cristo.


“Tendo chegado ao vale de Cister, os homens de Deus compreenderam que aquele local era tanto mais propício ao gênero de vida monástica que o Senhor lhes havia inspirado quanto mais inacessível e desprezível aos olhos do mundo. Abriram então uma clareira entre as árvores e os espinhos e começaram a construir ali mesmo o mosteiro”. (Exordium Parvum, 3-5).

A crônica desta fundação recebeu o nome de Exordium Parvum – “Pequeno Começo”. Deste pequeno começo surgiu a Ordem Cisterciense, cujo intento era restaurar a pureza da observância da Regra, consagrando-se à busca do “único necessário”, por meio de uma vida em comum, simples e austera, em que os monges “seguindo o Cristo pobre como pobres” – Pauperes pauperem Christum sequi – vivendo em comunidade, partilhando a mesma pobreza e o mesmo trabalho, a oração e o louvor, atingiriam a união com Deus, amando-se mutuamente como Cristo os amava. Uma vida, portanto, profundamente contemplativa, uma vida “no Espírito”, e a comunidade monástica era a cidade de Deus edificada sobre a rocha, sendo seus membros as pedras vivas formando uma “morada de Deus no Espírito” (Ef 2, 22).


Com São Bernardo de Claraval (1090 – 1153), a Ordem conheceu uma prodigiosa expansão e o amadurecimento de sua identidade espiritual, que se expressava em sua teologia mística, na liturgia e arquitetura, bem como na direção da economia das comunidades.


Fonte: Mosteiro Trapista

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“Cristo é simultaneamente o conteúdo e a fonte do que a Igreja comunica ao proclamar o Evangelho”.

 

Aetatis Novae, Instrução Pastoral do Pontifício Conselho Para as Comunicações Sociais.